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Dia de Combate ao Câncer

08/04/2021 20:06 | Última atualização 08/04/2021 20:16
Dia de Combate ao Câncer

Dia 8 de abril é o Dia de Combate ao Câncer, e para lembrar a importância da data, falamos com o Dr. Fábio Gomes Pereira, médico oncologista responsável pelo Centro de Oncologia e Hematologia da Unimed Lençóis Paulista.​

 

O que é o câncer

Antigamente, todos tinham medo falar sobre o câncer, isso mudou muito com as novas gerações. O câncer nada mais é do que uma célula do próprio corpo que começa a ter um crescimento anormal. O nosso corpo está renovando todos os dias. Quando a gente toma sol na praia, a pele fica vermelha, escama e cai, não é mesmo? Em 11 meses, mais ou menos, o nosso corpo é quase todo novo. Então, as nossas células se replicam o tempo todo, nascem e morrem. Nesse processo, pode ser que uma célula tenha mutação, e os principais fatores que elevam a essa mutação são os fatores que predispõem a alteração.

 

O que causa câncer?

Excesso de sol, excesso de álcool, excesso de cigarro, excesso de sedentarismo. Excesso de exercícios físico. Excessos são ruins. O equilíbrio do nosso corpo permite que tenhamos o processo de renovação natural das células. Durante o passar dos anos, a nossa vida não é constante. Nosso corpo também tem processos cíclicos, momentos de estresse, nervosismo. Isso pode resultar em um desbalanço no nosso organismo. E esse desbalanço pode fazer com que uma célula tenha uma alteração no DNA e cresça mais que o normal. O nosso corpo consegue conter isso, mas ao longo de períodos com excessos, estresse, uma hora pode surgir uma célula que tenha essa alteração genética e cresça mais que as outras, se esquivando do sistema imune. 

 

A relação genética é fato ou mito?

Fato. O que acontece muito é que 95% das vezes é mito. Existe o componente genético, mas em 95% são as tendências comportamentais. Em 5% são os fatores de predisposição. A gente sabe hoje que carne vermelha aumenta o risco de câncer em excessos. Daí fala meu avô e avó tiveram câncer de intestino, mas essa família tem hábito de comer carne vermelho. É risco comportamental que prevalece. O nosso corpo não é linear e simples. Nossa escala não é sim ou não, mas espectro de mensurações no meio do caminho. Muitas pessoas fumam e bebem a vida toda e não têm câncer. E outras fumaram uma vez e têm. É o fator do organismo ter a predisposição.

 

O tratamento oncológico ainda é muito doloroso?

O tratamento oncológico exige uma dedicação pelo paciente e a família vive junto isso. Com os tratamentos mais modernos, vem melhorando muito a qualidade do tratamento oncológico. Como cada um entende a doença de uma maneira, isso faz o momento se apresentar de uma fora ou de outra. O que ajuda nessa forma é a maneira como encaramos a vida, força, mentalidade. Isso que faz termos perseverança. A luta. O que vai fazer é um desafio é como você vai encarar esse desafio. 

 

Dia de Combate ao Câncer, Outubro Rosa, Novembro Azul, são datas e ações importantes no enfrentamento à doença?

A conscientização mundial é um grande passo. Quando você luta com a família ou com amigos, você luta com mais força. Hoje, se tivermos essa consciência mundial por essa patologia, ela é totalmente tratável e curável na grande maioria das vezes. 

Quanto antes se descobre, melhor. Pequenino, mas de 95% vamos curar. É ver, ir atrás. Quando seu corpo fala com você, precisa entender que tem algo esquisito e não vai embora. Então vou buscar um médico, vou fazes exames. Isso faz a gente ir atrás, cuidar de nossa saúde. Se a gente não cuidar de nossa saúde, quem vai cuidar.

 

A pessoa que está em tratamento nesta pandemia, precisa de cuidados mais complexos?

O cuidado precisa ser maior pra todo mundo. A pandemia está aí, não podemos bobear. Não dá para separar as pessoas. Todas precisam lutar. Todo mundo precisa usar máscara, álcool em gel, evitar exposição desnecessária. 


Fonte: Assessoria de Comunicação - Flávio Rocha

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